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Preconceito com os evangélicos atinge indicado ao Ministério da Ciência

A notícia de que Marcos Pereira, bispo licenciado da Igreja Universal, foi convidado por  Temer para ocupar o Ministério da Ciência e Tecnologia  provocou uma verdadeira histeria em algumas cabeças mais perturbadas. “Como assim? Ele é religioso. Não pode”, esbravejam brandindo uma falsa impropriedade para o cargo. Onde está escrito na Constituição que o ministro da Ciência e Tecnologia não pode ser um religioso? Qual a contradição?

O Estado é laico, mas as pessoas não precisam ser. Parece óbvio.

Na verdade essa gritaria esconde uma falha de caráter que não ousa dizer seu nome. Mas eu vou chamar pelo nome correto. É preconceito. Preconceito. Preconceito. E mais: preconceito, sobretudo, contra os evangélicos de modo geral.

Por acaso, alguém perguntou ao ex-ministro Celso Pansera qual era sua crença religiosa? Ele pode ser um fundamentalista católico ou um jihadista muçulmano. Ou ateu. Ou espírita. Nenhum dos que rosnam hoje preocupou-se com isso. Por que Pereira precisa passar por essa sanha persecutória? A resposta tem muito mais a ver com a sua crença do que com a sua capacidade de trabalho. E deixemos de ser hipócritas. A um ministro é imperioso que saiba comandar, fazer escolhas certas, elencar prioridades justas, escolher auxiliares capazes, enfim, ser líder. Sua crença em nada vai comprometer a sua competência para liderar, desde que separe claramente o que é ciência e o que é religião.

Ele precisa ser, acima de tudo,  gestor.

Um ministro pode ser, inclusive, totalmente alheio à área. O exemplo mais ilustre é o de Fernando Henrique Cardoso, que entendia tanto de economia como eu de física quântica, e, no entanto, soube conduzir com primazia uma equipe que libertou o País da hiperinflação.

Reitero, o que assanhou a súcia foi o preconceito em seu estado mais vergonhoso.  Porque é escamoteado. Covarde. Envolto numa embalagem de seriedade, que revela-se oca no primeiro contato.

Chamados simplesmente de crentes em meados do século passado, os evangélicos deixaram de ser párias com o crescimento da sua fé, mas o preconceito contra eles ainda permanece latente.

Marcos Pereira é só a vítima mais recente.




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