O CRISTÃO E SEUS RELACIONAMENTOS

O CRISTÃO E SEUS RELACIONAMENTOS

Texto Áureo: A lei inteira se resume em um mandamento só: “Ame os outros como você ama a você mesmo” (Gálatas 5.14).

Texto Base: Lucas 10.19, 29; Gn12.7

1.       AUTO RELACIONAMENTO

1.1   Definição.Auto relacionamento é a interligação que existe de um elemento para consigo mesmo. Em se tratando do ser humano, é o relacionamento com o seu próprio ser.

1.2   Base bíblica. A Bíblia ensina que o homem deve ter um bom relacionamento consigo mesmo. É o que Lei ensina (Lv 19.18). Portanto, quem primeiro falou sobre este dever foi Deus mesmo. Jesus, como não poderia deixar de ser, endossou este mandamento (Mc 12.30). E o mesmo aconteceu com o apóstolo Paulo (Gl 5.14). Se a questão do auto relacionamento mereceu atenção do Pai, do Filho e também do apóstolo do Cristianismo, Paulo, é porque tem relevância à vida do cristão.

1.3    Aspectos deste auto relacionamento:

1.3.1           Amor próprio. Amor próprio é viver bem. É querer e procurar uma vida plena. É correr atrás de todas as oportunidades que dão mais sentido à vida. É não permitir que uma queda – da natureza que for -, seja um obstáculo para novas conquistas (Sl 37.23,24). É ter um objetivo e não sossegar enquanto não alcançá-lo (Isso não é ambição, que é condenada pela Palavra, Rm12.16; a ambição é colocar algo acima dos valores espirituais), sabendo que este sonho é a vontade de Deus (Fp 3.12). Amor próprio persistência mesmo que a maré seja contrária, disto Abraham Lincoln foi exemplo. Amor próprio não significa alcançar ou ter o domínio sobre tudo o que se quer, mas viver uma expectativa que nos faz completos (Fp 4.3-10).

1.3.2          “De acordo com a psicologia, a atitude é comportamento habitual que se verifica em circunstâncias diferentes”. O amor próprio é o que queremos ser, a atitude é a forma que usamos para chegar a isso. A atitude é algo constante que não sofre interferência do momento. Falamos bem com todos e a todos porque a nossa fala é um estágio do nosso amor próprio. Apresentamo-nos bem através de nossa vestimenta, pois ela revela a aparência que queremos ter. Contribuímos com os necessitados e damos nosso dízimo à igreja porque cremos que isto é o caminho a uma felicidade completa que queremos viver. O que fazemos agora, independentemente das circunstâncias, aponta para o que queremos ser.

2.       RELACIONAMENTO COM O PRÓXIMO

2.1   Quem é meu próximo? Esta foi a pergunta que um doutor da lei fez a Jesus. Jesus, porém, não lhe deu uma resposta filosófica ou linguística, apenas deu-lhe um exemplo concreto, contando-lhe a parábola do Bom Samaritano (Lucas 10). Próximo é o meu semelhante, é a pessoa que está mais perto de mim, é minha vizinhança. É a pessoa com que estabeleço relacionamentos.

2.2   Família. No trilho dos relacionamentos, a família é com quem primeira e intimamente nos relacionamos. Não falaremos deste assunto hoje porque, dentro desta série de temas sobre Vivência Cristã, haverá espaço para uma lição inteira, oportunamente.

2.3   A escola. A escola é a segunda parada no trilho dos nossos relacionamentos. É nela que vivemos boa parte dos nossos anos, e é dela que adquirimos boa parte dos nossos conhecimentos. Embora a economia divina tenha atribuído o dever do ensina aos pais (Dt 6.5-7), hoje isto é relegado à escola. Estudamos em lições passadas que as grandes experiências da vida – as boas e as más – proveem da escola. No que tange às coisas boas, está a arte do conhecimento; e quanto às coisas ruins estão as novas ideologias que procuram sufocar os princípios cristãos como o humanismo, o evolucionismo e a recente ideologia do gênero. Como cristãos, nossa postura deve ser de respeito ao respeitável tanto em relação aos nossos colegas, como para com nossos mestres. A escola exige atenção e esforço para se aprender. Além do mais, requer diligência e estabelecimento de alvos para a vida. É através dela que as aptidões surgem e se desenvolvem. Logo, devemos ter a escola em alta estima, e muita consideração para com os que, dignamente, ensinam (Dn 12.3).

2.4   O trabalho. O trabalho é nossa terceira parada no trilho dos relacionamentos. Às vezes pensamos que o trabalho seja fruto do pecado. Mas não é; já existiu antes da queda (Gn 2.15). Ele, como outras áreas da vida humana, foi penalizado com o pecado (Gn 3.17). Jesus e o apóstolo Paulo procuraram colocar o trabalho em uma boa perspectiva da vida do cristão, destacando que, é através dele que adquirimos os meios para uma sobrevivência digna. Portanto, o trabalho em suas diferentes manifestações, quer de comando quer de comandados, se dignamente executado, confere honra a quem o faz. Se nossa função é de comando, não devemos valer-nos dessa posição para maltratar nossos subordinados (Fm 16); se de subordinado, devemos tratar nossos chefes com respeito e obediência (Ef 6.5). Pontualidade é requisito indispensável ao funcionário cristão. A ascensão profissional é recomendada (Pv 22.29), mas nunca à custa de meios ilegais e fraudulentos. Atestados médicos para afastamentos são legais desde que preencham os requisitos também legais; adquiri-los através de outros meios é fraude que atenta contra a conduta cristã (Ef 4.8).

2.5   Igreja. A igreja é a extensão de nossa casa, e, para nosso estudo, a quarta parada em nossos relacionamentos. Embora como analisado em aula passada, todos sejamos iguais – líderes e liderados ou sacerdotes ordenados e leigos – não podemos olvidar que um bom relacionamento é requerido de cada um de nós. Isso passa pelas palavras que devem ser moderadas (Tg 1.19).   Nossa liberdade, como cristãos, deve sempre ser exercida no padrão polidez e sinceridade. Vivemos em comunidade que se estrutura no padrão: direitos e obrigações (Mt 7.12). O crescimento do corpo em perfeição e função deve ser o alvo de todos nós. E, onde a líderes e a liderados impõe-se o princípio mútuo de cordialidade e respeito (Hb 13.17). A igreja sendo uma unidade na adversidade requer que os diferentes tipos de personalidade sejam respeitados a fim de que reine amor, compreensão e crescimento.

3.       RELACIONAMENTO COM DEUS

3.1   Além da comunidade. A ideia de comunidade, estudada no item anterior, está para a irmandade, bem como para Deus. Desenvolvemos um bom conhecimento sobre Deus através das reuniões de adoração, oração e estudos bíblicos que, de certa forma, contribuem e muito para o nosso relacionamento com Deus. Entretanto, a verdadeira vida cristã vai além daquilo que se obtém através da vida comunitária, diz respeito ao nosso relacionamento íntimo com Deus. O homem é um ser relacional com o sagrado. Faz parte de sua constituição espiritual o ter íntimo contato com Deus. Abraão, Jesus e Paulo são exemplos deste tipo de relacionamento pessoal que extrapola a comunidade (Gn 26.25).

3.2   Contemplação

3.2.1          Pensar sobre algo. Culto comunitário, oração e leitura da Palavra são práticas que se ensinam muito aos cristãos a fim de que tenham um perfeito relacionamento com Deus. Entretanto, pouco se ensina acerca da contemplação. Contemplação significa admirar e pensar sobre alguma coisa, “tem a ideia de se alcançar Deus através da vivência pessoal e não somente através de um processo discursivo”. Contemplar é parar e admirar algo que manifeste a grandeza de Deus (Salmo 19).

3.2.2          Poder da reflexão. Quanto mais contemplamos a natureza como reflexo do poder criador de Deus, mais dele nos aproximamos.  A contemplação tem o poder da reflexão. Quando lemos a Escritura como ato que emanou de Deus, então ela exerce um poder transformador em nossas vidas (Sl 119.99), e passa a iluminar nossos caminhos (Sl 119.105).

3.2.3          A contemplação tende a glorificação ao nome do Senhor.  Ela parte do nosso sentido sensorial, através da visão – contemplamos algo -, atinge a abstração da alma, e aponta a um ser superior – Deus. É o Salmo 19 em ação. É a posição alcançada por Paulo em sua visão do terceiro céu (2Co 12.2). Pena que contemplações filosóficas e místicas estejam roubando do cristão algo que é tão presente nas Escrituras: a contemplação de Deus como o criador de todas as coisas e que nos ama com indivíduos. Você já contemplou os pássaros, o mar, a floresta, o sol, a lua, as estrelas, seu próximo como obra que Deus criou para que, através de sua contemplação, possa ver seu Criador?

CONCLUSÃO. Nesta lição aprendemos alguns dos relacionamentos que o cristão deve desenvolver: consigo mesmo, com o seu próximo e com Deus. A vida cristã tem mais sabor quando descobrimos nosso próprio valor, quando vivemos relacionamentos saudáveis com as pessoas que são mais próximas de nós, e quando Deus torna-se mais real através não apenas de conhecimentos adquiridos através do ensino, e sim de nossa própria inquirição pessoal, isto é, de nossa contemplação do Deus que nos fez e que quer se relacionar conosco.

Extraído INTERNET




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *