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A IGREJA PRECISA SER TESTEMUNHA

A IGREJA PRECISA SER TESTEMUNHA
Texto: Atos 3:1-16
Propósito Geral: ALENTO / DOUTRINÁRIO
Propósito Específico: Provocar na Igreja o desejo de se tornarem o cristão que Jesus deseja formar, segundo Seus princípios e valores, pautados na própria Palavra de Deus..
Oração de Transição: Para ser uma testemunha fiel…
INTRODUÇÃO
“REFLETE-SE NO TESTEMUNHO PESSOAL”
O poder do Espírito Santo derramado sobre os discípulos fez com que a obra de Deus se ampliasse de forma exponencial, pois todos os que ouvissem e cressem, seriam também por Deus acolhidos, especialmente salvos e dotados da virtude do Espírito Santo de Deus. Com isso, Deus teria de forma bem ampliada o evangelho conhecido através daqueles que se constituiriam as suas testemunhas. Iremos ver hoje como Deus se utilizou de Pedro e João para atender a uma necessidade bem específica. Trata-se do aleijado de nascença que ficava à porta de entrada do templo. Vejamos o texto em Atos 3: 1 a 16. Estamos diante de um texto em conexão com o capítulo anterior – (atos2) que narra às transformações ocorridas em Pedro, depois da morte e ressurreição de JESUS e que foram muitas. Se nos capítulos 1 a 2 de Atos, vimos o poder de Deus através das manifestações do ESPÍRITO SANTO de forma coletiva – Em Atos 1 sobre os 120 e em Atos 2 promovendo a conversão de 3mil almas, aqui veremos mais manifestações, porém agora através da particularização da AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO.
Temos no livro de ATOS ações coletivas e manifestações individuais. Entende-se que a manifestação de Deus em Cristo é pessoal, desenvolve-se individualmente através de um cuidado divino pormenorizado. Deus no Novo Testamento é um Deus particular. Ele deseja tratar individualmente com cada um de nós.
Observa-se em ATOS 3, que os TRANSFORMADOS (Pedro e João) podem agora ser úteis para TRANSFORMAR.
Aquele que seria a pedra bruta (Pedro) que no capítulo 2 foi útil a Deus para trazer a uma multidão, uma TREMENDA MENSAGEM da parte de Deus, agora é útil a Deus para fazer levantar um aleijado de nascença.
Curiosamente o texto nos informa sobre a necessidade de PEDRO E JOÃO. Eles precisavam de oração, recorreram às orações no templo. Não poderiam ser testemunhas eficazes de Deus na terra, sem oração.
Observa-se que a oração é essencial para conseguir-se testemunha. Mas é bem interessante observar que, mesmo antes de entrarem no templo para orar, o texto nos diz que aqueles homens olharam para o paralítico, com a intenção de se envolver profundamente com a história dele, mas não para dar o que ele estava pedindo. Observe a sequência – Enquanto iam ao templo, para orar, mas já cheios de boas intenções, dirigidos pelo Espírito Santo, – neste caminho – O Senhor já iria operar.
Sabe-se que Deus não está em templos construídos por mãos humanas, mas Deus estaria atuando fora dele. Fora do templo. Deus colocou nosso objeto de trabalho lá fora. NO PÁTIO DO TEMPLO DEUS PODERIA TRABALHAR. Isso tem um significado muito grande, pois temos uma tendência templocentrista, ritualista. Deus não se limita a atuar entre as quatro paredes, ou como dizem alguns, num dia específico, através de uma pessoa específica, Deus é multifacetado, Deus é o Todo Poderoso, Deus é o
Senhor dos senhores, Deus não está limitado à vontade do homem ou ao local do homem, mas Deus está pronto para realizar Sua maravilha e manifestar sua graça através daquele que de coração puro, se coloca à disposição de ser uma testemunha fiel de Jesus Cristo ao mundo corrompido e mau que sofre em desgraça desejoso da Graça de Deus.
Para ser uma testemunha fiel…
I. É preciso ser a Igreja no caminho: A nova forma de abordagem, evidenciada através do testemunho de Pedro e João apresenta um Deus que atua, mesmo antes de que entrassem no templo. Talvez nem Pedro e João estivessem atentos a isto. Para os discípulos de JESUS (no caso aqui especificamente, Pedro e João), que estariam num processo de transição da Antiga Aliança para a Nova Aliança, a igreja de Cristo seria a igreja DO CAMINHO. A IGREJA NO CAMINHO. O que Deus precisava para atuar? Somente alguém disposto e ousado, que visse uma oportunidade. Deus precisava de olhos sensíveis ao sofredor. Deus quer usar suas TESTEMUNHAS CHEIAS DO ESPÍRITO SANTO. Há muitas coisas que nos incomodam em nosso dia a dia, e evitamos olhar mais profundamente para elas. Evitamos encarar. Mesmo que essas pessoas que estamos vendo diariamente em suas tristes condições, mesmo que elas não estejam nos pedindo nada, elas precisam muito de JESUS CRISTO. Estamos hoje muito mais preocupados com os detalhes do culto, com os ornamentos do templo, do que a necessidade dos que estão nas portas dos templos. Há pessoas fora do templo carentes da Graça e da compaixão de Deus que querem ser alcançados, amados e integrados. A missão da Igreja de Jesus é ser semelhante a Ele, é dar testemunho Dele, é proclamar a mensagem que cura, liberta e transforma através Dele Jesus. Aleluia.
Para ser uma testemunha fiel…
II. É preciso se importar com as pessoas : Os olhares dos discípulos de CRISTO se voltam para a individualidade. Israel Belo de Azevedo diz: “ PESSOAS DE ORAÇÃO NÃO TÊM O QUE AS PESSOAS PEDEM, MAS TÊM O QUE AS PESSOAS PRECISAM. ” Os discípulos disseram: Nós não temos nem prata nem ouro, mas nós te oferecemos JESUS CRISTO. Ou seja: Pedro não confiou nos seus bens para fazer o bem. Na verdade, não tinha dinheiro nem para um “marmitex”. Na verdade, os discípulos tinham tudo para deixar um bom testemunho na história, por isso envolveram-se um pouco mais com o homem que lhes pedira dinheiro. O que aquele homem mais precisava foi imediatamente detectado por Pedro e João. Ele precisava de Cristo. O dinheiro seria gasto, os recursos materiais acabariam, e acabarão, mas Jesus Cristo permaneceria para sempre ao lado Dele. O que mais o pobre aleijado precisava era de alguém que pudesse olhar para tudo, e olhar de forma compassiva e atenciosa. O que mais as pessoas no mundo precisam, é de testemunhas de Jesus que enxerguem além, que queiram ir além, que promovam a Glória e a Graça de Deus Grandioso, Maravilhoso, Excelso e Príncipe da Paz. Aleluia. Eis a nova do evangelho.
Para ser uma testemunha fiel…
III. É preciso crer que o Espírito Santo ainda é o mesmo: Quero afirmar que O Espírito Santo de Deus é o mesmo. O mesmo espírito que ressuscitou a Cristo está sobre a igreja hoje. Está sobre mim e você hoje. Isso teve um sentido muito grande para aqueles que ficaram em Jerusalém. A dependência da obra de Deus hoje ainda deve ser totalmente de Jesus Cristo. Há alguns que pensam que a obra de Deus depende dos recursos que a igreja possui. Não há igreja mais rica do que a outra. Há sim para Deus, igrejas mais
ousadas em fazer o nome de Jesus Cristo ser conhecido através da proclamação da mensagem de salvação. E isto não depende de recursos financeiros. Normalmente se pensa sobre o que pode ser feito através dos recursos materiais, mas Deus olha para o que Ele pode fazer através dos recursos espirituais. Seus recursos somos nós. Eu e você somos os recursos de Deus para este século. Eu e você somos as testemunhas, aqueles que dão testemunho digno, confiável, verdadeiro de Deus através de nossas vidas. Eu e você estamos sendo convocados pelo tribunal do Senhor, usando um termo jurídico, sendo intimidados a darmos o testemunho do Evangelho de Cristo através de nossas vidas. Portanto não há espaço em nossas vidas para qualquer atitude que possa ferir ou macular o nosso testemunho, pois temos Jesus Cristo como Salvador e Senhor de nós. Temos através do Espírito Santo que habita em nós a “FIEL TESTEMUNHA” que nos representará como advogado fiel ante o trono da Glória de Deus. Hoje querido irmão, querida irmão, somos desafiados a viver uma vida digna de uma testemunha fiel, pois Jesus espera que Sua Igreja na terra seja Sua fiel testemunha.
ILUSTRAÇÃO: ENCONTRO COM DEUS
Esta é uma história, Encontro com Deus, é tida como verídica e teria sido narrada por John Powell, professor de Teologia. Há muitos anos atrás, eu estava de pé na porta da sala, esperando meus alunos entrarem para nosso primeiro dia de aula do semestre. Foi aí que vi Tom pela primeira vez. Não consegui evitar que meus olhos piscassem de espanto. Ele estava penteando seus cabelos longos e muito loiros que batiam uns vinte centímetros abaixo dos ombros. Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos. Acho que a moda estava apenas começando nessa época. Imediatamente classifiquei Tom com um “E” de estranho… Muito estranho! Tommy acabou se revelando o “ateísta de plantão” do meu curso de Teologia da Fé. Constantemente, fazia objeções ou questionava sobre a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz durante o semestre, embora eu tenha que admitir que às vezes ele era bastante incômodo! No fim do curso, ele se aproximou e me perguntou, num tom ligeiramente irônico: – O senhor acredita mesmo que eu possa ter um encontro com Deus algum dia? Resolvi usar uma terapia de choque: – Não, eu não acredito que você possa ter um encontro com Deus algum dia! – respondi. – Ah! – ele respondeu – Pensei que era este o produto que o senhor esteve tentando nos vender nos últimos meses. Eu deixei que ele se afastasse um pouco e falei bem alto: – Tom, eu disse que não acredito que você consiga ter um encontro com Deus, mas tenho absoluta certeza de que um dia Ele o encontrará. Tom deu de ombros e foi embora da minha sala e da minha vida. Algum tempo depois soube que Tommy tinha se formado e, em seguida, recebi uma notícia triste: ele estava com um câncer terminal. E antes que eu resolvesse se ia à sua procura, ele veio me ver. Quando entrou na minha sala, percebi que seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos não existiam mais, devido à quimioterapia. Entretanto, seus olhos estavam brilhantes e sua voz era firme, bem diferente daquele garoto que conheci. – Tommy, tenho pensado em você. Ouvi dizer que está doente! – falei. – Ah, é verdade, estou seriamente doente. Tenho câncer nos dois pulmões. É uma questão de semanas, agora. – Você consegue conversar bem a esse respeito? – Claro, o que o senhor gostaria de saber? – Como é ter apenas vinte e quatro anos e saber que está morrendo? – Acho que poderia ser pior. – Como assim? – Bem, eu poderia ter cinqüenta anos e não ter noção de ideais, ou ter sessenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas mais “importantes” da vida. Lembrei-me da classificação que atribuí a ele: “E” de “estranho” (parece que as pessoas que recebem classificações desse tipo, são enviadas de volta por Deus para que eu possa repensar o assunto). – Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo – disse Tom – foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula. (Ele se lembrava…). Tom continuou: – Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu podia ter um encontro com Deus algum dia, e o senhor respondeu „Não‟, o que me surpreendeu. Em seguida, o senhor disse, “mas Ele o encontrará”. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora na época não estivesse muito interessado no assunto. Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que se tratava de um tumor maligno, comecei a pensar com mais seriedade sobre a ideia de ter um encontro com Deus. E quando a doença se espalhou por outros órgãos, eu comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período, sem sucesso? A gente fica cansado, desanimado. Um dia, ao invés de continuar atirando apelos por cima do muro alto atrás de onde Deus poderia estar… Ou não… Eu desisti, simplesmente. Decidi que não queria mais me importar em ter este tal de encontro com Deus, com uma possível vida eterna ou qualquer coisa parecida. E decidi utilizar o tempo
que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa. Pensei no senhor e nas suas aulas e me lembrei de uma coisa que o senhor havia dito noutra ocasião: “- A tristeza mais profunda, sem remédio, é passar pela vida sem amar. Mas é quase tão triste passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas queridas o quanto você as amou.” Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele: – Papai… Eu disse. – Sim, o que é? – ele perguntou, sem baixar o jornal. – Papai, eu gostaria de conversar com você. – Então fale. – É um assunto muito importante! O jornal desceu alguns centímetros, vagarosamente. – O que é? – Papai, eu o amo muito. Só queria que você soubesse disso. O jornal escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu jamais havia visto: Ele chorou e me abraçou com força. E conversamos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manha seguinte. Foi tão bom poder me sentar junto do meu pai, conversar, ver suas lágrimas, sentir seu abraço, ouvi-lo dizer que também me amava!… Foi uma emoção indescritível! Foi mais fácil com minha mãe e com meu irmão mais novo. Eles choraram também e nós nos abraçamos e falamos coisas realmente boas uns para os outros. Falamos sobre as coisas que tínhamos mantido em segredo por tantos anos, e que era tão bom partilhar. Só lamentei uma coisa: que eu tivesse desperdiçado tanto tempo, me privando de momentos tão especiais. Naquela hora eu estava apenas começando a me abrir com as pessoas que amava. Então, um dia, eu olhei, e lá estava “ELE”. Ele não veio ao meu encontro quando lhe implorei. Acredito que estava agindo como um domador de animais que, segurando um chicote, diz: – Vamos, pule! Eu lhe dou três dias… Três semanas… Parece que Deus não se deixa impressionar. Ele age a Seu modo e a Seu tempo. Mas o que importa é que Ele estava lá. Ele me encontrou… O senhor estava certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de procurar por Ele. Um encontro com Deus só é possível quando Ele se dispõe. – Tommy – eu disse, bastante comovido – o que você está dizendo é muito mais importante e muito mais universal do que você pode imaginar. Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira certa de se ter um encontro com Deus, não é fazendo Dele um bem pessoal, uma solução para os nosso problemas ou um consolo em tempos difíceis, mas sim se tornando disponível para o verdadeiro Amor. O apóstolo João disse isto: “Deus é Amor e aquele que vive no Amor, vive com Deus e Deus vive com ele”. -Tom, posso pedir-lhe um favor? Você sabe que me deu bastante trabalho quando foi meu aluno. Mas (aos risos) agora você pode me compensar por aquilo. Você viria à minha aula de Teologia da Fé e contaria aos meus alunos o que você acabou de me contar, sobre este encontro com Deus? Se eu lhes contasse não seria a mesma coisa, não tocaria tão fundo neles! – Oooh!… Eu me preparei para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar seus alunos. – Então, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para mim. Alguns dias mais tarde, Tom telefonou e disse que falaria com a minha turma. Ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então marcamos uma data. Mas, o dia chegou… E ele não pode ir. Ele tinha outro encontro, muito mais importante do que aquele. Ele se foi… Tom havia dado o grande passo para a verdadeira realidade. Ele foi ao encontro de uma nova vida e de novos desafios.
Antes de ele morrer, ainda conversamos uma vez. – Não vou ter condições de falar com sua turma. – ele disse. – Eu sei, Tom. – O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria com todo mundo por mim? Contaria que tive um encontro com Deus? – Vou falar, Tom. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que puder.
CONCLUSÃO
O cuidado para com o Reino de Deus reflete-se através de um bom testemunho. Para ser uma testemunha de Deus não dependa de recursos financeiros. As testemunhas de Deus são dotadas de um olhar de Deus; são úteis pelo caminho da existência. As testemunhas de Deus olham para as histórias mais complexas do ser humano – com o olhar de Deus. As testemunhas de Deus – tomam os desvalidos pelas mãos. As testemunhas de Deus – levantam o caído. As testemunhas de Deus se livraram do poder da estética, e ainda creem no poder Transformador do Espírito Santo.
Aplicação
Você tem dado um bom testemunho do evangelho?
Como você tem demonstrado às pessoas que se importa com elas?
Você crê que o Espirito Santo ainda é o mesmo?




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